Jornal Gazeta Parintins

Menu

A SELEÇÃO BRASILEIRA, OS PROBLEMAS SOCIAIS E O DESCONTENTAMENTO DE UM POVO

postado em 17/05/2018
A SELEÇÃO BRASILEIRA, OS PROBLEMAS SOCIAIS E O DESCONTENTAMENTO DE UM POVO

 

 

*Daniel Brandão

 

 

Há cerca de 30 dias para o início da Copa do Mundo da Fifa de Futebol 2018, considerada o maior evento esportivo do cenário mundial, neste ano sediada na Rússia, a contagem regressiva e a convocação dos atletas que irão defender a seleção brasileira representa para a população um misto de sentimentos, desde o ressentimento da Copa passada onde a mesma fora eliminada por uma goleada histórica de 7 x 1 para a seleção da Alemanha, à revolta e descontentamento com o cenário político que assola o país.

 

 

Tanto descontentamento que o sentimento patriota do torcedor brasileiro se esvaiu ano após ano. Se fizéssemos uma breve análise histórica das edições anteriores da Copa, veríamos ruas, calçadas e muros enfeitados para abrilhantar a festividade esportiva. Hoje, pouco se vê dessas demonstrações de amor pelo futebol nacional. O amor pelo futebol e o sentimento por torcer para a seleção esfriou-se. Junto com ele, ruas esburacadas, falta de infraestrutura, segurança pública, saúde, educação, desemprego e o cenário político revelam a real situação do povo brasileiro: um completo abandono.

 

 

Num ano atípico, as Eleições para o governo estadual, câmara do deputados, senado e presidência ganham mais evidência do que a Copa. Não poderia ser diferente, uma vez que afirmativas como “O Brasil que eu quero…” salientam o que acima foi falado. As filas que percorrem quilômetros de um sistema único de saúde sucateado, onde faltam desde médicos à remédios, escolas sem estrutura básica, docentes e os milhares de desempregados que dia-após-dia percorrem as ruas, das centenas de milhares de cidades brasileiras em busca de um emprego, asseguram em seus olhos esperançosos: “Chega de pão e circo. Queremos saúde, educação e emprego”.

 

 

Talvez não haja como torcer para uma seleção sabendo que o amanhã nem à Deus pertence, pois o pão-de-cada-dia é o mesmo pão-que-o-diabo-amassou. Pobre diabo, nem mesmo ele culpa tem sobre a representatividade política que temos. Neste mesmo cenário, questionamo-nos outra vez: “Onde estão as panelas que bradavam pedindo impeachment? E o povo que saiu às ruas de verde e amarelo puxando um pato? Onde escondem-se os manifestantes? Porque não saem as ruas outra vez? O problema era a corrupção ou Dilma, Lula e um partido de trabalhadores que em anos de uma constituição democrática deu esperanças a um povo sem vida?”.

 

 

Bem, não se sabe. Porém neste ano de copa, os buracos, a lama, o lixo e sem-tetos são os adereços que enfeitam as ruas do Brasil, país tetracampeão da Copa do Mundo da Fifa de Futebol. Quem sabe após o hexa as coisas melhorem. Enquanto isso, assino, como outros milhares, currículos para serem entregues por aí.

 

 

*Daniel Brandão é escritor, poeta, cronista, fotógrafo, repórter fotográfico, designer gráfico e graduando em Pedagogia.

Radio Online

Video

Cobertura de Eventos

Publicidade