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MPE-AM investiga ex-deputado por desvio de dinheiro destinado ao esporte

Desvio seria provenientes de emenda parlamentar aprovada em 2009. operação Déjà vu apreendeu documentos para a investigação

postado em 10/08/2017
MPE-AM investiga ex-deputado por desvio de dinheiro destinado ao esporte
Operação foi deflagrada nesta quinta pelo MPE - Foto: Adneison Severiano/G1-AM

 

 

Um ex-deputado do Amazonas é suspeito de integrar um esquema de desvio de verbas públicas que deveriam ser aplicadas na área do esporte na Zona Leste de Manaus, segundo o Ministério Público Estadual (MPE-AM). A  operação Déjà vu, deflagrada nesta quinta-feira (10), apreendeu documentos para a investigação. O recurso desviado seria usado em projetos para crianças e adolescente.

 

De acordo com a investigação, o desvio seria proveniente de emenda parlamentar aprovada em 2009. Na época, o valor era de R$ 850 mil. Atualizado, o desvio é superior a R$ 1 milhão.

 

O processo sobre o desvio está sob sigilo. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

 

Operação

 

Segundo o MPE-AM, o objetivo da operação foi cumprir mandados de busca e apreensão em uma fundação suspeita de desviar os recursos. As equipes cumpriram a ação em uma clínica na Zona Leste de Manaus.

 

O procurador de Justiça e coordenador Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Mauro Veras, explicou que operação foi nomeada de Déjà vu porque remete a algo visto no passado. A ação é um desdobramento de um processo civil e o objetivo é concluir denúncia na esfera criminal.

 

“O Ministério Público já havia processado, inclusive saiu a condenação dessas partes e agora foram alvos de nova investigação. Dando sequência às investigações que já foram feitas, nós continuamos, agora, no aspecto criminal para aqueles responsáveis que já foram condenados no aspecto cível também sejam responsabilizados criminalmente”, afirmou o procurador.

 

Um ex-deputado estadual, quando exercia mandato, foi responsável pela emenda parlamentar e teria se beneficiado com os recursos desviados, conforme o órgão. “Uma verba que, a princípio beneficiaria as crianças no aspecto esportivo, mas não foi isso o que aconteceu”, afirmou o procurador Mauro Veras.

 

Os alvos das investigações poderão responder pelos crimes de peculato, falsidade ideológica, falsidade documental e outros crimes que podem surgir ao longo da fase final de investigação. “Até o final do mês devemos concluir e enviar a denúncia para Justiça”, disse o coordenador do Gaeco.

 

Aliado contra o crime

 

O caminho dos recursos públicos desviado foi rastreado pelo Ministério Público por meio no laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro. O novo departamento do órgão amazonense foi criado no ano passado e usa as mesmas ferramentas utilizadas na Operação Lava Jato.

 

Segundo a promotora de Justiça e membro do Gaeco, Cristiane Correa, as ferramentas possibilitaram otimizar o rastreamento do dinheiro desde a origem até o destino final.

 

O alvo da operação Déjà vu foi primeiro caso com rastreamento pelo novo departamento.

 

“Com a tecnologia que o Laboratório de Lavagem de Dinheiro traz, é possível recebermos não mais pilhas e pilhas de documentos para análise. Atualmente, com uso dessa ferramenta, que é a mesma da Lava Jato, nos recebemos tudo pelo sistema e através dele são aplicados filtros", afirmou a promotora.

 

Fonte G1-AM

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