Jornal Gazeta Parintins

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“Receptor”

postado em 25/01/2015
“Receptor”

A Ilha tem contos, histórias, causos etc. Entre as figuras, há o Mathuvelho, personagem impoluto do meio policial no início dos anos 2000, com inúmeras entradas na delegacia, cumpria pena por inúmeros delitos cometidos ao longo da vida. Um dia no Natal, havia um evento no Presídio promovido pela Sra. Nazaré Zacarias, no dia 22 de dezembro aos presos. Aí, o Mathuvelho não se conteve, com as músicas natalinas, e as conversas sobre Jesus se emocionou, chorou, lembrou-se de sua querida mãezinha e cheio de remorsos foi levado ao delegado.
 
 Jurando mundos e fundos, prometeu nunca mais delinquir, jamais fazer algo contra o próximo etc. Depois de inúmeras promessas foi liberado.
 
 No outro dia, ao chegar na orla da cidade, (na frente da escola Araújo Filho, onde funcionava a feira), o delegado depara-se com o Mathuvelho, carregando uma bacia de cheiro-verde.
 
 - Mathuvelho, não acredito. Será que os meus conselhos valeram a pena, vê você trabalhando, vendendo cheiro- verde! Olha, eu vim comprar dois maços de cheiro-verde, porém, pra lhe ajudar comprarei dez! 
 
 Contente com a venda, o Mathuvelho segue o seu caminho.
 
 O delegado da época, depois de entregar o cheiro-verde para a sua cara metade, resvala-se em uma rede em frente ao muro de arrimo, a espera da bem dita caldeirada. Quando chega uma senhora e pergunta: 
 
 - Meu senhor, eu gostaria de falar, com o delegado?
 - Pois não, sou eu mesmo, a senhora gostaria...? - Eu gostaria de denunciar o Mathuvelho, ele roubou a minha bacia de cheiro-verde! 
 
 Por FERNANDO SILVA (publicada no Jornal Gazeta Parintins - 16 de janeiro de 2014) 

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